GHREBH-, em indoeuropeu significava 'cavar, escavar', transformou-se, no germânico antigo, em /graban/ com o significado de 'escavar' ; transformou-se também em /graver/ (francês) com o sentido de lavrar em oco ou em relevo uma inscrição ou figura. As variantes GEREBH- ou GERBH- significam 'riscar, arranhar'. Dão origem ao anglo-saxônico /ceorfan/ 'recortar', ao alto alemão antigo, /kerban/ 'fazer uma incisão', ao norueguês / krabbe/ 'escavar'. Em grego deu /graphein/, como 'gravar, lavrar em baixo ou alto relevo uma inscrição ou figura, escrever'. Em latim /graphium/ significa 'estilo, ponteiro para escrever na cêra' e /graphiarium/ quer dizer 'estojo para guardar os estiletes com que se escrevia'. Dessa raiz comum vieram todas as palavras derivadas e compostas de gravar e grafia como biografia, gráfico, grafite, parágrafo, gravação, gravura. Também dessa mesma raiz provém o grego /gramma/, com o significado de 'letra, linha' e seus compostos e derivados como programa, gramática, epigrama, anagrama, cardiograma e telegrama. (Fontes: Roberts/Pastor, Diccionario etimológico indoeuropeo de la lengua española; Kluge, Etymologisches Wörterbuch der deutschen Sprache; Faria, Dicionário escolar latino-português; Pokorny, Indogermanisches Wörterbuch)
brasil número 6 | são paulo | novembro de 2004    ISSN 1679-9100





CISC
Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura
e da Mídia


Ghrebh-
ISSN 1679-9100

São Paulo - Brasil

Número 6
novembro de 2004



Últimas Notícias - AE




Editorial

Cenários foi o tema escolhido para o número 6 da Ghrebh-. Para tanto nada melhor que uma capa com foto do designer alemão Andreas Wastian. Reúnem-se neste número artigos que refletem a natureza interdisciplinar do Cisc, traçando um percurso - ou um cenário - da produção científica brasileira e internacional na área. Nesta edição, a Ghrebh- prossegue no propósito de inserir artigos de pesquisadores estrangeiros cujos trabalhos ofereçam uma contribuição para a reflexão crítica da área da Comunicação Social no Brasil. Assim, o autor convidado deste número é Gonzalo Abril, notável expoente da Universidad Complutense de Madrid. A investigação da professora tcheca Eva Batlickova sobre a obra de Vilém Flusser (em texto bilíngüe, acessível também aos estudantes e pesquisadores tchecos) também é um claro exemplo da diversidade que pretendemos trazer para o debate.

Outras significativas contribuições para o debate científico podem ser encontradas nos instigantes trabalhos do uruguaio Victor Manuel Silva Echeto e do austríaco Martin Hell (também este bilíngüe, desta vez em inglês e alemão). O cenário da pesquisa acadêmica nacional fica bem representado pelos artigos de Rodrigo Fonseca e Rodrigues, Amálio Pinheiro, Luiz Carlos Iasbeck, Heloísa Duarte Valente, Carlos Moreno, Fátima Regis, Márcio Souza Gonçalves e Fernanda Pizzi.

Esperamos oferecer aos leitores um conteúdo diversificado que se traduz com pesquisa de ponta nos temas apresentados. A única preocupação da Ghrebh- é garantir acesso à pesquisa científica de qualidade e inédita. Já a amplitude de recepção do material publicado pode ser atestada pelo volume de tráfego que o site recebe, em média, 2,5 Gb de transferências por mês (dados de outubro de 2004).

Outro fato importante é que, a partir desta edição, a Ghrebh- está certificada pelo W3C (World Wide Web Consortium), podendo ser visualizada por diversos outros dispositivos de acesso à internet, como, por exemplo, celulares e palmtops. O W3C é uma entidade criada em 1994 para garantir acesso universal ao conteúdo publiicado na Internet.

O crescimento da pesquisa científica justifica assim a diversidade de veículos e seu amplo acesso, seja em nível de pós-graduação, seja entre alunos de graduação que já não se contentam com os conteúdos e formatos antigos dos velhos manuais e dos velhos conteúdos. A expressiva busca pelas publicações científicas em suporte eletrônico demonstra que estamos no caminho certo. E seu acesso a outros pesquisadores de diferentes países jamais poderá ser alcançado em proporção significativa quando se usam suportes tradicionais e apenas a mídia secundária.

Diversidade de cenários é o que se apresenta hoje, portanto, em franca oposição aos fundamentalismos, seja das teorias, seja dos suportes, seja das definições normativas sobre o universo da Comunicação Social. Boa leitura a todos.

Os Editores

Novembro de 2004


 

 

 




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