Paz na terra, guerra no céu:
crônica de um testemunho auditivo
por Heloísa de A. Duarte Valente
Requiem in aeternum dona eis Domine: a morte anunciada
Na madrugada do dia 6 de março de 2001 calou-se para sempre Mário Covas. Político notabilizado não apenas por sua habilidade estratégica, mas também pela conduta irreparável. Este personagem central da política brasileira das últimas décadas recebeu e vem recebendo inúmeras homenagens in memorian: das mais espontâneas manifestações de respeito e afeto pelos mais simples, (sobretudo, por ocasião do sepultamento) às mais pomposas cerimônias post mortem: criação de entidades, de vias públicas, prêmios, entre outros.
Homenagens, sabemos, há de diversas espécies. No caso de pessoas falecidas que conseguiram granjear a estima dos conhecidos e amigos, as manifestações da dor e da perda seguem um ritual que obedece a alguns procedimentos-padrão (pelo menos no que se refere ao contexto ocidental). No caso de pessoas públicas, os rituais fúnebres têm um caráter diferente. Não raro fazem-se homenagens póstumas, estendendo, assim, por um tempo mais duradouro, o enaltecimento à memória do finado.
Neste texto, proponho-me apresentar algumas considerações sobre os rituais fúnebres como texto cultural, no âmbito de uma cultura urbana. A partir de alguns fatos testemunhados pessoalmente durante o funeral do Governador Mário Covas, proponho-me lançar algumas reflexões sobre a atuação das mídias – especialmente televisão e rádio - e alguns de seus significados imediatos e simbólicos, tendo em conta a configuração da paisagem sonora.
A morte espetacularizada
Quando uma personalidade de relevo no meio social falece, são realizadas homenagens, geralmente solenes, sérias, revestidas de suntuosidade. - isto se torna mais evidente quando se trata de alguém imbuído de poder político. São criados textos de natureza diversa, escritos, ou em outras mídias envolvendo maior ou menor contato com a oralidade (televisão, vídeo etc.), com o objetivo de exaltar a figura do defunto: são os cadernos especiais na mídia impressa, rememorando seus feitos, sua importância na vida social e as conseqüências inexoráveis da sua perda.
Quando o finado conseguiu notabilizar-se em vida como autoridade pública criam-se signos de espécies variadas, com o intuito de eternizar a sua memória: são as obras artísticas (dos retratos às estátuas, das peças teatrais aos filmes, das músicas aos sambas-enredo das escolas de samba carnavalescas), como são também as marcas espaciais, os lugares de memória de que fala o historiador Pierre Nora: avenidas, praças, edifícios públicos, entre outros (apud Pinto: 1998). O morto converte-se em signo memorial, que chancela outros signos: são as fundações e instituições de toda natureza, eventos, centros de pesquisa, de defesa direitos civis, dentre outros.
Quando a natureza do finado não é apenas pública, mas sobretudo heróica , faz-se necessário aplicar outros mecanismos para que o reaproximem do universo humano terreno e que justifiquem a sua mortalidade. A mídia passa a fazer com que, aos poucos, traços até então ignorados - por tratarem de aspectos triviais da vida do mais comum dos mortais - ganhem destaque especial. Tornam-se protagonistas dos noticiosos, de uma hora para outra, os amigos de infância, os antigos professores, as turmas da juventude... A partir dos depoimentos de familiares e amigos constrói-se a idéia de que o finado teria sido, antes de tudo, um homem comum, de carne e osso. Em outros termos, descobre-se, no bravo homem, sua natureza falível, imperfeita e, portanto, humana. Em síntese: criado o herói, é necessário recriar o homem que carregou em si a persona do herói.
No caso particular de Mário Covas, esta aproximação com os cidadãos comuns intensificou-se à medida que levou sua enfermidade ao conhecimento público: todos os passos do seu calvário foram exaustivamente levados à mídia. Covas que, a um só tempo criou uma imagem paterna e protetora, que se expressava não raro sem rodeios ou papas na língua, deixou-se filmar aos prantos, assumindo o medo que tinha da dor e da morte - a sua fragilidade. Tal atitude trouxe como conseqüência a uma crescente empatia e a solidariedade, não apenas dos paulistas, a quem governava, mas dos brasileiros, em geral.
Morte como fenômeno da cultura: paisagem sonora e ritual
Posto isto, gostaria de acrescentar alguns comentários sobre a cerimônia fúnebre propriamente dita, a qual pude acompanhar de um ponto de vista (literalmente), assim como um ponto de escuta diferenciado. É que resido na cidade de Santos, numa posição que permite avistar a região do cemitério do Paquetá, onde Covas foi enterrado. Friso que as observações que faço a seguir partem da minha clariaudiência particular, que passa pelo crivo de um pensar semiótico que tem, no centro de preocupações, a paisagem sonora e musical.
A paisagem sonora, expressão que praticamente se auto-explica (adaptação em língua portuguesa para o neologismo soundscape), foi cunhada pelo compositor canadense R. Murray Schafer e designa todo e qualquer ambiente acústico, não importando sua natureza (Schafer: 2001). Dentre os aspectos que o autor ressalta, destaca-se o fato irrevogável de que a paisagem sonora vem se tornando, ao longo dos anos e séculos, cada vez mais barulhenta - resultado da tecnologização generalizada no mundo (não apenas ocidental), sem análise prévia dos possíveis malefícios que isso venha a causar à coletividade.
Outro aspecto importante acerca da paisagem sonora é o fato de ela ser regida por um ruído sagrado (Schafer: 2001). O Ruído Sagrado é um som muito potente; mais que isso, é o som mais potente que pode ser produzido em determinada comunidade e que representa, necessariamente, o poder político em vigor. Acontece que tal ruído não costuma ser questionado, por não ser escutado . Somente quando a sociedade questiona o poder político, é que passa a perceber o ruído que o caracteriza e, conseqüentemente, a repudiá-lo. Uma vez que isto ocorre. o poder político entra em crise e tende a ceder, passando para outras mãos e outras fontes produtoras de ruído. Dessa forma, outro Ruído Sagrado entra em cena, de modo despercebido: foi o que aconteceu, primeiramente, com a igreja católica e o carrilhão de seus templos; com a fábrica e a sirene, tempos depois. Seguindo o raciocínio de Schafer, é possível crer que hoje, o ruído sagrado tenha passado para o controle dos gigantes da mídia, as majors.
O silêncio sepulcral
A esta altura, o caro leitor há de se indagar: Em que medida esta digressão diz respeito ao funeral de Mário Covas? Por que o enterro de Mário Covas vem a se tornar objeto de estudo semiótico? Para alguém que estuda a paisagem sonora, alguns fatos parecem extremamente relevantes e o que guardam de característica especial é o fato de não terem sido percebidos, pelo público, em geral – assim como o Ruído Sagrado! Ao meu modo de entender (ver e ouvir) as coisas, algumas das homenagens, ainda que não intencionalmente, podem ter sido feitas às avessas. Senão observemos:
Em primeiro lugar, há de se entender o que significa o luto. De acordo com Sigmund Freud, “é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de algum ente querido como o país, a liberdade, ou o ideal de alguém, em assim por diante” (Freud, 1973: 275). O processo de luto, em condições habituais, consiste numa série de gestos que se tornam indispensáveis. Como bem afirmou o psicanalista Contardo Calligaris, o luto pleiteia determinado conjunto de ações, visando a reparação da perda: “São as técnicas do luto da aldeia: se reunir e falar das histórias passadas, lembrar, lamentar coletivamente a perda, sem medo de se repetir, escrever notas, olhar fotografias, depositar flores. Na morte de uma celebridade, sobretudo se ela for amada, a função da mídia não é a de informar, mas de permitir, facilitar um trabalho de luto que é tão exigente quanto o luto para a morte de um familiar” (Calligaris, 1999).
A cultura das mídias veio abalar essa ordem: nos dias de hoje, “a televisão substitui as conversas de velório e as revistas são álbuns de fotografias” esclarece o psicanalista. Os obituários aparecem no relançamento de matérias lembrando datas estratégicas (1 ano, 10 anos sem Fulano; o 10º Natal dos familiares próximos sem a presença de Fulano etc.), o lançamento e relançamento de obras, geralmente incluindo elementos inéditos (livros, discos, vídeo-discos, etc.), seguidos dos diversos tributos . No fim de contas, as estratégias de consolidação da memória, antes de servirem de momento de reflexão, acabam por se transformar em estratégia de marketing, com a finalidade expressa (ainda que não declarada) de rechear o caixa das empresas promotoras...
O luto pede silêncio. E aqui o silêncio pode adquirir uma simbologia extensa: o espaço-tempo dedicado àquele que não pode mais falar a viva voz, o silêncio que permite a reflexão; o silêncio essencial: a própria morte. O minuto de silêncio - homenagem habitual que se faz a uma pessoa pública que falece - sobrepõe, assim, duas vertentes de um mesmo signo que se desdobram em valores essenciais na sociedade ocidental: a ausência de som (a paralisação das atividades produtivas) e o tempo mensurado do relógio - este último sobrepujando as unidades temporais da natureza (ritmos biológicos, circadiano, climatológico etc.).
A sociedade em que vivemos é deveras ruidosa e, como salienta Schafer, o barulho tende a aumentar progressivamente e sem trégua. Vale repetir: há cada vez mais um número crescente de objetos produtores de barulho e a mecanização do mundo só veio acelerar tal processo. Se, de um lado, muitos tipos de objetos tiveram a sua potência em decibéis diminuída (alguns aparelhos eletrodomésticos, por exemplo), de outro, verifica-se que uma quantidade maior de objetos produtores de ruído invade a paisagem sonora a cada dia. Em outros termos, a paisagem sonora do mundo pós-industrial transfigura-se rapidamente, incorporando novos sons, que não cessam de proliferar .
Do silêncio solene às máquinas varejeiras
O sepultamento de Mário Covas foi marcado por um controvertido jogo entre silêncio e ruído. De um lado, o silêncio marcial, meticulosamente composto pela surpreendente imobilidade da guarda oficial: seus gestos comedidos, plantas dos pés flexionadas para evitar intervenções sonoras indesejáveis. Em contraste, irromperam os tiros de fuzis, verdadeiros golpes de percussão em intervalo de tempo rigorosamente calculado, de modo a contrastar com o silêncio que o ritual exigia. Estes sons fortes e estridentes contrapontearam com o fraseado executado pelo clarim, de fôlego profundo, de longas pausas... Todos estes elementos deveriam compor uma paisagem sonora que tentaria romper, simbolicamente, o silêncio da morte... contrastando, volta e meia, com os ruídos dos aplausos da multidão, que ovacionava o finado. Assim foi o trajeto do cortejo no perímetro urbano da capital paulista. Já a caminho ao litoral, na estrada, os sons humanos praticamente desapareceram, voltando a ocorrer na cidade de Santos, onde o corpo seria sepultado.
Se, de um lado, silêncio e aplausos se intercalavam à passagem do féretro, de outro - o de cima! - um número considerável de helicópteros sobrevoava o espaço físico em que o cerimonial fúnebre se desenrolava. Os altos decibéis das máquinas produziam o ruído mascarante, encobrindo não somente os sons e silêncios marciais, mas também os mais potentes, como os tiros dos fuzis disparados na Praça José Bonifácio, no centro de Santos, ou mesmo a banda da Escola Militar do Barro Branco! Impossibilitadas de resolver tecnicamente o problema da transmissão acústica - algumas emissoras sequer conseguiram captar o discurso do Presidente da República, ao microfone: optaram, emergencialmente, por colocar música-ambiente como pano de fundo das imagens visuais. O mais alto representante da nação tinha seu discurso arremedado por um coro de motores que só permitiria a compreensão através da leitura labial...
Aqui, então, permito-me lançar uma apreciação muito pessoal. Pude acompanhar o funeral pela televisão, ao vivo. E pude testemunhar, igualmente ao vivo, ocular e auditivamente, parte do acontecimento. Como disse acima, foi possível, de onde moro, ainda que com uma certa dificuldade, ver e ouvir o que ocorria nas imediações do Paquetá. O que presenciei foram helicópteros - em torno de meia dúzia - sobrevoando o cemitério. Tais helicópteros, observados do meu ponto de vista e de escuta, mais se assemelhavam a moscas-varejeiras, esperando o momento exato de pôr seus ovos. Tal semelhança, embora estranha, sugere uma metáfora curiosa senão desconcertante.
Nos eventos de grande concentração coletiva, onde se juntam multidões, costuma-se fazer alusões a formigueiros - formigueiros humanos. Ora, os formigueiros, assim como outras colônias de insetos, organizam-se segundo uma hierarquia onde o topo do poder é exercido por uma rainha. Toda a ação do formigueiro é orientada pela rainha. Daí o deslocamento rigorosamente sincronizado (como deve, aliás, se comportar um pelotão militar...). Há mais: os insetos organizam-se aos milhões e seu movimento é audível pelo vibrar das asas, formando um bloco sonoro - que os músicos denominam clusters, ou blocos microtonais.
Nas exéquias do Governador Covas, o que pude perceber me remeteu à metáfora de uma sociedade entômica: na horizontal e sobre o solo, o formigueiro humano, acompanhando o destino final do ataúde; na vertical, em movimentos circulares, concêntricos, os helicópteros varejeiros. Mais que uma alusão às circunvoluções da mosca-varejeira , os helicópteros varejavam, conforme registra o Aurélio : agitavam suas varas (as hélices), gerando um vento, soprando por sobre o cemitério, com violência. Enquanto isso, os repórteres farejavam personalidades presentes, a fim de obter alguma informação nova, para levá-la ao ar, em tempo real, ao (tele)espectador. A ânsia pela novidade e a natural tagarelice que caracteriza as mídias impediram, de todo o modo, a presença do silêncio sepulcral – situação compreensível, à medida que a nossa cultura, de tradição ocidental, teme a ausência de som porque a interpreta como ausência de vida: “o último silêncio é a morte”, adverte Schafer. A presença ininterrupta do som, da fala, afasta a ameaça de morte.
Assim é, neste aspecto muito particular, considero as homenagens a Covas controvertidas, senão contraditórias. Apesar de todos os esforços em realizar um ato épico, laudatório e glorificante, a interferência dos helicópteros estilhaçou esse propósito em fragmentos de sentido. O sobrevôo dos helicópteros que, a princípio, deveria exercer a função essencial de perscrutar, sondar, esquadrinhar - farejar a informação, fazendo do espectador (sobretudo na televisão e no rádio) testemunha dos fatos e participante do ritual fúnebre, acabou por romper a solenidade desse tempo ritual, proporcionando informação truncada e, às vezes, imprecisa. No que tange às pessoas que participaram do cortejo, é de antever (e anteouvir) o desgaste físico que devem ter-se submetido, além da impossibilidade de participar, efetivamente, de todo o ritual (terá sequer sido possível escutar a voz do bispo D. Picão, no momento da reza?)
Nem apocalípticos, nem conformados: clauriaudientes, apenas...
Tendo exposto tudo isto, acredito que, à exceção dos familiares que participaram de todo cortejo, desde São Paulo, até Cemitério do Paquetá, em Santos, poucas pessoas tenham se sentido irritadas ou extenuadas com o barulho ensurdecedor, justamente por não terem sido a ele expostas por muito tempo. Ainda que essas pessoas já tenham se esquecido desses momentos, o ocorrido representa um fato semiótico curioso, à medida que constrói um signo muito particular: o silêncio solene, rompido pelos potentes motores dos helicópteros, gerou um significativo ruído comunicacional, invertendo toda a simbologia que atribui ao silêncio fúnebre, respeito e reconhecimento. Ao invés do silêncio de paz, do descanso final, ouviam-se os sons de guerra, como se um ataque aéreo fosse irromper os céus da cidade.
Cabe, então, perguntar: teria sido possível um cerimonial de outra maneira? Sem dúvida alguma, sim. Por exemplo, se as empresas de comunicação se organizassem de modo a criar um pool na transmissão, diminuindo sensivelmente o número de helicópteros - o que desencadearia, muito possivelmente, uma disputa de poderes, onde cada um deles guerrearia pela primazia dos privilégios: o flagrante exclusivo, o primeiro furo (voltando à metáfora dos insetos, a mordida, a picada que toma a vítima desprevenida...). Além do mais, os escolados gerentes das redes de comunicações não praticam a clariaudiência - a importante capacidade que nos faz compreender com clareza os sons da paisagem sonora, de que fala Schafer (2001). O que esperar dessas pessoas, então?
Faz-se necessário, prioritariamente, no próprio desenrolar agonístico das querelas, encontrar uma solução em comum que leve em conta a composição (pensada aqui, mesmo, como uma música ambiental) de uma paisagem sonora que seja compatível com os níveis de tolerância do organismo humano e que esteticamente soe ordenada harmônica, bem arranjada. Para que isso ocorra, há um pré-requisito: a observação crítica, que só existe quando há um estímulo, uma educação dos sentidos, que se aprende em casa e também na escola - sobretudo nas aulas de Artes - e que teria continuidade obrigatória nos cursos de Comunicação.
Schafer já anunciou o caminho: à proporção que desenvolvermos a clauriaudiência, perceberemos que o ruído ensurdecedor pode ser o inimigo número um da individualidade e do bem-estar. Somente aí alguma ação social eficiente será adotada Uma tomada de posição dessa natureza, não se dá facilmente, uma vez que exige uma radical ruptura de hábitos cristalizados. Para mudar, faz-se necessária, inevitavelmente, predeterminação, a teimosia obstinada - até a ranhetice! - de um Mário Covas. Somente desse modo é que Covas - assim como todos os mortos célebres – poderá ser lembrado, no silêncio da reflexão...E que apenas o ruído de suas idéias e ideais possa ser escutado, em nossa mente, em alto em bom tom.
Heloísa de A. Duarte Valente é doutora em Comunicação e Semiótica pela Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com doutorado-sanduíche na École de Hautes Études en Sciences Sociales (Paris). Docente no Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Santos (UniSantos),é coordenadora do MusiMid (Núcleo de Pesquisas em Música e Mídia) e do IMMRG (International Music and Media Research Group).É membro do CISC, do Núcleo de Poéticas da Oralidade, entre outras associações ligadas à área. Publicou, dentre vários artigos, "Os cantos da voz: entre o ruído e o silêncio" (Annablume, 1999) e "As vozes da canção na mídia" (Via Lettera, 2003).
Referências Bibliográficas
CALLIGARIS, C. [1999] - “A mídia carpideira”, in; Folha de
S. Paulo, 22 de julho
FERREIRA, A. B.H. (1981) - Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:
Editora Nova Fronteira.
FREUD, S (1974) .- “Luto e melancolia”, in: Edição Standard Brasileira das Obras
Completas, v. XIV (1914-1916). Rio de Janeiro: Imago.
PINTO, J. P. (1998):Uma memória do mundo: ficção, memória e história em Jorge
Luís Borges. São Paulo: Estação Liberdade.
SCHAFER. R M [1991] – O ouvido pensante. São Paulo: Editora da UNESP.
______________ [2001]: A afinação do mundo. São Paulo: Editora da UNESP.
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